Já há muito tempo que eu gostaria de contribuir para que a saúde fosse pensada de forma diferente, já na faculdade os professores falavam que o melhor remédio é a prevenção, o auto-cuidado, a literacia em saúde. Um dia eu encontrava-me a tentar integrar esta forma de pensar num nome de algo que fosse um projeto e foi nesse espaço mais amplo que nasceu, de forma clara, o Projeto Self-Love Healing® (Cura do Amor Próprio).
A minha formação de base é em Ciências Farmacêuticas, uma área que me ensinou rigor, ciência e responsabilidade. Com todo o respeito que tenho pelos meus colegas farmacêuticos e pelo grande serviço que prestam à comunidade, eu senti que a minha personalidade naturalmente empática e sensível tinha um potencial que poderia ser trabalhado de outra forma. Então acabei por trazer comigo todos os anos que observei pessoas doentes com os seus padrões de comportamento característicos e comecei a integrar essa observação prática com o que nos dias a teoria da Medicina Tradicional Chinesa, que as emoções e os pensamentos têm uma relação muito íntima com o funcionamento dos nossos órgãos.
Como todas as mudanças que valem a pena, a zona de conforto também mudou, entendi que o meu autocuidado é essencial, que não é possível cuidar de ninguém sem uma prática de autocuidado diária. O yoga é uma filosofia e conjunto de disciplinas que me acompanha desde os 25 anos, e mais tarde fiz a formação na escola do Yoga Integral de Portugal®, uma escola marcada pela ética e pelo respeito pelo processo evolutivo de cada aluno e professor, que para mim são os valores mais importantes na prática do yoga, muito mais do que se consigo colocar o pé na cabeça!
Conheci uma comunidade de monges budistas na nossa zona onde senti que havia um lugar seguro dentro de mim, e entendi também que havia um alinhamento entre esse modo de viver e o estado de conexão interior que o trabalho da Alexandra Solnado desenvolveu, tendo depois feito a formação do método AUTOCURA®, método esse que oferece uma proposta de autonomia para o cliente, porque não tem apenas como objetivo receber um cliente e fazer com ele uma meditação guiada onde ele vai encontrar esse lugar seguro e criativo dentro de si, mas também dar-lhe as ferramentas para que o cliente o faça todos os dias da sua vida, um pouco como lavar os dentes.. voltar a nós e libertar o peso do mundo deve ser feito todos os dias!!!
O nosso corpo foi feito para se movimentar, quem pratica desporto sabe disso, aliado ao corpo, a mente também precisa de ser saudável, precisa de ser educada, para que possamos ir além da mente, para que possamos SER. Tanto o Qigong como o Yoga são práticas milenares que nos permitem esse reencontro e sustentar uma vida de alma mais presente, de alegria no peito, de propósito em cada ato da nossa vida.
O projeto Self-Love Healing® nasce exatamente desse lugar: da experiência vivida, não do conceito abstrato. Não fala de amor-próprio como algo idealizado ou romântico, mas como uma prática concreta, diária e honesta. Amar-se, neste contexto, é escutar os limites do corpo, reconhecer os sinais de desequilíbrio, respeitar o ritmo interno e criar espaço para a autorregulação.
Este projeto existe para disponibilizar ferramentas terapêuticas às pessoas, de forma integrada e acessível. Não se trata de escolher entre ciência ou espiritualidade, corpo ou mente, técnica ou intuição. Trata-se de reconhecer que o ser humano é um sistema complexo e interligado — e que a verdadeira cura acontece quando olhamos para esse todo.
A investigação científica, nomeadamente na área da neuroplasticidade e da relação entre mente e corpo, tem vindo a confirmar aquilo que práticas ancestrais já sabiam: o estado interno influencia profundamente a saúde, o comportamento e a forma como nos relacionamos com o mundo. É por isso que acompanho de perto o trabalho de investigação e reflexão de figuras como o Dr. Joe Dispenza, integrando esse conhecimento com práticas corporais e meditativas enraizadas no tempo.
O projeto Self-Love Healing® não promete soluções rápidas, propõe algo mais simples e mais exigente: presença, consistência e responsabilidade pessoal. Cada pessoa é convidada a tornar-se participante ativa no seu próprio processo de equilíbrio e bem-estar.
No fundo, este projeto é um convite a voltar para casa. Para o corpo. Para a respiração. Para o silêncio interno que sustenta tudo o resto. Porque quando aprendemos a estar connosco de forma inteira, o cuidado deixa de ser um ato isolado — e transforma-se num modo de viver. o
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Quando a alegria deixa de ser algo que encontro fora de mim e se torna um modo de viver
Adoro o Carnaval, sempre vi e vivi o Carnaval para além dos excessos, uma garrafa de água, música para dançar e boa companhia são motivações que sobrem para me divertir. Vejo-o como um espaço simbólico onde, ainda que por breves dias, as pessoas se permitem mais leveza, espontaneidade e alegria. Essa permissão, rara no quotidiano, diz muito sobre a forma como nos relacionamos connosco mesmos.
Durante muitos anos, o tempo foi medido em minutos. Alguns minutos por cliente, o tempo contado para realizar as tarefas, a espera dos outros clientes na fila, o tempo essencial para a escuta. Quando mudei de área profissional, algo mudou de forma radical: deixei de estar alguns minutos com cada pessoa e passei a estar em média uma hora. Uma hora de presença. Uma hora de escuta. Uma hora de relação muito mais profunda.
