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João Carlos Costa, porventura o maior comunicador da região

João Carlos Costa, porventura o maior comunicador da região

Fomos a Caldas da Rainha onde estivemos com um dos maiores comunicadores da região Oeste - João Carlos Costa.
Conversámos sobre o seu início pelas “lides” da rádio, primeiro em Óbidos, depois em Caldas da Rainha, Peniche e por fim o regresso à sua terra natal, Óbidos.
Conversámos sobre muitos outros projetos que têm preenchido a vida deste homem simples e afável, sempre pronto a receber ou dar a mão a um amigo ou conhecido.
Aprendemos sempre muito quando conversamos com o João Carlos...

Festa - João Carlos, ainda te lembras de quando começaste a “fazer” rádio?
João Carlos Costa - Foi na rádio de Óbidos que comecei, há muitos anos atrás, quando se estava a dar os primeiros passos nas rádios locais, “rádios piratas” ainda, nessa altura.
Frequentava um curso de jornalismo/turismo, e acabei selecionado pela professora Clara, eu e outros três ou quatro dos seus melhores alunos, para ir integrar/estagiar num projeto que então estava a nascer - uma rádio local.
Falar em rádio local nessa altura era um pouco como hoje dizer-se “vamos ao espaço”. A verdade é que íamos “para o ar”, não com essa dimensão mas, nessa época, para nós, miúdos, era uma coisa assim como se tratasse de ficção científica.
Afinal, a verdade é que, muito rapidamente a rádio tornou-se a minha vida, sendo quase tão importante como o próprio ar que respiro.

Festa - Quer isso dizer que a professora Clara foi a “culpada”?
João Carlos Costa - Foi, claro que sim. Mas como éramos muito novos, a mim em especial, deram-me o programa das dez à meia-noite, ao domingo, porque era uma hora que “ninguém queria fazer”.  A muito custo, porque não tinha transporte e tinha de ir a pé para casa, acabei a fazer esse programa - Última Vaga - com música calma e participação dos ouvintes, que se tornou uma inspiração. Ao fim de algum tempo lembro-me do Jaime Costa, diretor nessa altura, me ter ligado a perguntar o que se passava, porque chegavam sacos cheios de cartas de ouvintes, para mim e para o programa, de pessoas que se reviam naquelas músicas e na filosofia daquelas duas horas de emissão. Fiquei todo “inchado”, claro, foi muito compensador para o meu ego juvenil.
Mas também não esqueço o esforço que fazia para passar aquelas duas horas à noite na rádio, muitas vezes sozinho, no espaço situado à entrada da vila e ao lado do cemitério, sem casas à volta. Era muito miúdo e não foi fácil, foi preciso ter uma enorme resiliência para “sobreviver” a esses tempos, em que trazia de casa, a pé por aqueles terrenos, por aqueles caminhos entre A-da-Gorda e Óbidos, dois sacos enormes cheios de discos de vinil para “ir passando” durante a noite, para aquela “gente” que sentia ter passado a gostar de mim e do “meu” programa e, embora estivesse sozinho, era como se tivesse muita gente à minha volta.

Festa - Qual foi o “segredo”?
João Carlos Costa - Sempre gostei muito de usar o “poder” que nos dá a comunicação social para tentar transformar o mundo para melhor, porque também fui escuteiro e o princípio era fazermos uma boa ação todos os dias. Na verdade sinto que com esse poder da comunicação acabo por conseguir ligar as pessoas e criar sinergias positivas no sentido do bem e as pessoas percebem isso e penso que também gostam.
Ainda agora, antes de começar esta conversa, falava-me um empresário com quem estou empenhado num projeto, a favor de uma menina que tem um tumor no cérebro, e é esta força de comunicador que ganhei que consegue esta interligação entre quem necessita e quem pode ajudar. Nunca procurei ser muito conhecido, dar autógrafos, ou fazer isto ou aquilo para ter os projetores apontados a mim. Aquilo que sempre fiz foi pegar na luz que me dá a comunicação, tentar projetar esse foco nas pessoas e procurar fazer coisas bonitas.
Felizmente tenho conseguido criar coisas e juntar pessoas, sinergias com muita gente, convosco por exemplo, poderíamos estar aqui uma série de horas a falar delas, mas penso que o importante foi ter-se conseguido algo que ajudou alguém.
Penso que o “segredo” está aí, no utilizar o “poder” que a comunicação social me deu em prol das pessoas, para ajudar quem necessita. Felizmente, ao longo dos anos, tive o privilégio de ganhar imensos amigos no mundo do espetáculo, devido ao meu papel na comunicação social, a quem potenciei os seus trabalhos e as suas carreiras, que nunca viram a cara a uma causa, ou a um projeto solidário que lhes apresente e onde peça a sua ajuda.

Festa - Entrar na comunicação social foi então um privilégio para ti?
João Carlos Costa - Sempre senti que ter essa “sorte” de estar na comunicação social me permitia, se usasse sempre essa força para ajudar este mundo em que vivemos, em especial aquele que está mais próximo,   fazer algo de positivo e que valesse a pena. Todos os dias ainda sinto isso.
Embora presentemente não esteja a trabalhar com nenhum “órgão de comunicação” em particular, faço-o com vários, mas mesmo quando pego no telemóvel e faço um direto no meu Facebook vejo uma coisa incrível, que é, no fundo, permitir-me fazer companhia a pessoas que estão sós e isso é incrível.

Festa - Onde é o “quartel general” do João Carlos Costa neste momento?
João Carlos Costa - Já aqui estou há uns anos, junto ao Cencal, na rotunda próximo do laboratório de análises Beatriz Godinho, à entrada das Caldas da Rainha para quem vem da A8 ou da Foz do Arelho.
É aqui que temos a agência de comunicação - ADN - e também a imobiliária - Mr House - mas este espaço é mais que isso. Costumo dizer que este espaço é mesmo “A Casa” dos nossos projetos e também de todas essas causas que pretendo apoiar, de todas essas pessoas que me dá um prazer indescritível ajudar. Este é muito mais que o espaço ou a agência onde se vende casas. Ainda agora, por exemplo, todos os dias aqui nos chegam “tampinhas e mais tampinhas” para uma causa em que estamos empenhados atualmente, a causa do Pedrinho. Mas é assim todos os dias, sejam quais forem, quando precisam e para quem necessita estamos aqui.

Festa - Já que falámos na “Mr House”, de que se trata mais concretamente?
João Carlos Costa - Primeiro tenho que dizer que o Nuno Martins, também de uma imobiliária -Pro Portugal- convidou-me há uns anos atrás dizendo-me “és uma pessoa que conheces tanta gente, que gostas de te relacionar com as pessoas e há algo que podes fazer para  financiar essa tua atividade” e na verdade muitas das minhas horas passo-as a trabalhar para causas que não são remuneradas. São horas e horas por dia a fazer coisas em que não ganho dinheiro algum.
A “Mr House” veio colmatar essa falha, que era dar a possibilidade de financiar a minha atividade e alguns desses projetos.
Quero afirmar que, até hoje, sempre que vendemos uma casa guardamos uma fatia da nossa comissão destinada a uma causa do lugar onde se encontra a casa que vendemos. Por exemplo, vendemos uma casa nas Gaeiras e uma parte da nossa comissão vai ser empregue numa causa nas Gaeiras, se for no Baleal, ou em qualquer outra povoação, a mesma coisa... neste momento até extrapolámos a nossa área de ação um pouco, estamos a fazer uns negócios em Angola e seguimos a mesma linha de raciocínio, estando a ajudar a construir uma igreja em Angola que, para além da religião, vai oferecer educação, apoio às famílias locais e outros fins meritórios.

Festa - Como está o mercado imobiliário por aqui. Está bem?
João Carlos Costa - O Nuno Martins convidou-me a entrar em plena crise. Não se vendiam casas, metade das imobiliárias tinham fechado ou estavam em grandes dificuldades, e foi nessa altura que entrei.
Hoje em dia já se diz que Portugal é a “Califórnia da Europa”, com um bom momento na procura, especialmente por parte de estrangeiros, porque somos um país com o sol que temos, com as pessoas que temos - o estrangeiro adora o povo português, simples humilde e sempre de braços abertos - e para além disso somos um país extremamente seguro. As pessoas que deixam grandes cidades e querem vir viver para aqui, fazem-no, não porque não tenham tudo nas grandes cidades em que vivem, mas querem vir para aqui por tudo isso, porque valorizam muito as pessoas, os sol, a segurança e o acolhimento.
A “Mr House” não é uma grande marca, somos pequeninos, humildes, fazemos caminho de uma forma simples mas muito honesta e as pessoas sentiram isso, ou seja, não queremos vender só por vender, somos parceiros de algumas pessoas mais abastadas outras menos,  mas a verdade é que queremos ser sempre parceiros das pessoas, encontrando soluções para elas. Talvez por isso não possa dizer que a situação é dourada, no mercado imobiliário atual, mas permite fazer um caminho seguro e muito interessante.

Festa - Qual a àrea geográfica que a “Mr House” abrange?
João Carlos Costa - Depende. Estamos muito aqui, nesta parte norte do Oeste, mas temos negócios também em Angola, como referi, temos um apartamento para venda em Paris... hoje em dia o mercado não é estanque, como antigamente, depende mais do trabalho que desenvolvemos e da forma como o fazemos. Se as pessoas gostarem do nosso trabalho ele espalha-se através de recomendações em lugares que nunca pensaríamos ser possível.
Pode parecer imodesto dizer isto, mas ainda há dias fizemos uma vídeo-chamada, com a ajuda da Helena Oliveira que colabora comigo, para um senhor que estava no Canadá e, depois de fazer a escritura por procuração, ele diz-me três ou quatro coisas que achei interessantíssimas: “ao princípio até estranhei um pouco a simplicidade, a facilidade com que tratas de tudo e como fazes com que nos sintamos em casa. Parecia mais aquele vendedor que tudo proporciona para fazer a venda. Depois percebi que és mesmo assim ... vocês são genuinamente especiais”. Escutar isto é incrível, mas é isso mesmo que queremos e pretendemos ser todos os dias e com todos os parceiros que em nós confiam.
Mais do que ganhar dinheiro, o mais importante é sentirmo-nos bem quando as pessoas interagem connosco e ficam felizes, quando lhes entregamos a chave e vemos a felicidade estampada na cara delas também.

Festa - O que procuras no futuro?
João Carlos Costa - Não sou  muito de programar o futuro a médio/longo prazo, mas gostava de ter ainda mais sucesso, para poder fazer ainda mais e melhor.
Acredito que não é por fazermos coisas boas que vamos ter mais sucesso, mas a verdade é que quanto mais coisas boas fizermos, mais possibilidade vamos ter de encontrar esse sucesso. Há marcas no mercado que vendem mais que nós, mas elas também precisam de vender mais. Isto é como ir a uma grande superfície comercial de pronto-a-vestir e ter lá tudo, milhares de calças iguais, milhares camisas iguais para escolher. No nosso caso somos mais como o alfaiate do bairro, fazemos o “fato por medida”. Não queremos vender muito mais, queremos é vender bem e sentir-nos bem com o resultado final.

Festa - Confiança é uma coisa que sempre acompanhou o João Carlos Costa ao longo da vida...
João Carlos Costa - Tem que ser. Acho que nem é tanto confiança mas é mais um acreditar. Quando acreditamos de verdade naquilo que fazemos temos mais “força” no fracasso e no sucesso.
A minha confiança é a firme certeza que tenho que “quero ir para ali”. Por vezes posso ainda não saber bem como, mas sei para onde quero ir e onde quero chegar. Depois, para percorrer o caminho cabe traçar a estratégia certa. Uma vezes consigo, outras nem tanto... mas pelo menos tentei sempre.
Adoro surf desde muito novo, embora não seja um especialista ou campeão, e isto é quase como fazer surf. Temos que acreditar que “há uma estrela que nos guia” para quando subimos à prancha não precisar de pensar e saber que vai correr tudo bem, vamos ter um percurso maravilhoso e vamos chegar sãos e salvos à praia no final. É para isso que aprendemos... é para isso que treinamos todos os dias...


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