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Jornal Badaladas comemora 75 Anos e conversamos com o seu diretor (Joaquim Ribeiro)

Jornal Badaladas comemora 75 Anos e conversamos com o seu diretor (Joaquim Ribeiro)

No ano da comemoração dos 75 anos de existência do Jornal Badaladas, periódico da região de Torres Vedras e um dos mais importantes jornais regionais de Portugal, várias celebrações vão tendo lugar.
Estivemos na palestra "As polémicas no Badaladas na década de 1960", que decorreu na Tuna e em que Venerando Aspra de Matos enumerou uma série de publicações que fizeram furor "à época" e mexeram com a sociedade torriense da altura.
A celebração dos 75 anos vão continuar com, pelo menos, mais quatro palestras, a saber:

- "A 'censura' ao Badaladas no Estado Novo (1948/1974)", dia 06 de Dezembro, por Álvaro Costa de Matos.

- "O Badaladas durante o PREC (1974/1975)", dia 14 de Dezembro, por Pedro Marques Gomes.

- "O Badaladas durante o período da convergência da economia portuguesa com a União Europeia (1986/2000)", dia 25 de Janeiro 2024, por Joaquim Moedas Duarte.

-  "A imprensa regional católica no século XX: O caso do Badaladas", dia 29 de Fevereiro de 2024, por Paulo Fontes.

Festa - O Badaladas está a comemorar 75 Anos de existência. Joaquim Ribeiro, que significa ser diretor do jornal Badaladas, um dos maiores jornais regionais deste país?
Joaquim Ribeiro - O Badaladas, para ser mais preciso, completou 75 Anos em Maio, pelo que, até Maio do próximo ano estamos a organizar um conjunto de iniciativas, entre as quais esta conferência onde nos encontramos.
Ser diretor do Badaladas, por um lado é uma grande responsabilidade, porque é sempre uma pressão muito forte que se sente diariamente, como acontece em todos os outros jornais, começando pelos jornalistas e terminando no diretor, que tem que “suportar” tudo isso, mas, por outro lado, acaba por ser um trabalho como qualquer outro, pois, no meu caso, estou no jornal há 36 anos e já é uma missão, uma rotina a que me habituei. Já estou no Badaladas há metade do tempo da sua existência, faço uma coisa que sempre gostei e, por isso, é um prazer enorme, quer como jornalista quer como diretor.

Festa - Foste muito novo trabalhar para o jornal?
Joaquim Ribeiro - É verdade, tinha 19 anos de idade quando vim trabalhar, como jornalista, para aqui.

Festa - Mais especificamente, o que se vai passar nestas comemorações?
Joaquim Ribeiro - Vão ter lugar cinco palestras sobre o Badaladas, mas também sobre o contexto em que o jornal foi publicado na época a que se referem.
Nesta primeira é o Venerando Matos que vai falar das polémicas que se levantavam sobre o que se ia escrevendo nas páginas do jornal durante os anos ‘60, uma época muito complicada, pois estávamos em plena ‘censura’, e o Venerando é especialista nessa área, depois mais quatro outras, cada uma na sua área: o aspeto religioso, pois como é público o jornal Badaladas é da igreja católica,  uma outra sobre o que se escrevia, ou podia escrever nos tempos do PREC, naquele período a seguir à revolução de Abril, outra ainda sobre o período de convergência do país com a CEE, União Europeia agora, e ainda uma outra em torno do tema da imprensa regional católica durante o século passado, ou seja, cinco palestras muito interessantes que vão decorrer até Fevereiro do próximo ano.

Festa - Estas palestras são para ‘o círculo’ do Badaladas ou são abertas a qualquer pessoa que a elas queira assistir?
Joaquim Ribeiro - Claro que serão abertas a todas as pessoas que estejam interessadas e queiram vir, quer gostem do nosso jornal ou até aquelas que possam gostar menos. Desde que estejam interessadas as pessoas podem vir, até porque são palestras que abordando o Badaladas são também um pouco sobre o contexto da sociedade torriense naquelas épocas a que se referem.
O jornal foi fundado em 1948, portanto temos aqui metade do século XX e estes primeiros anos do século XXI, em que o Badaladas, no fundo, foi espelhando aquilo que ia acontecendo na sociedade torriense ao longo desses anos, a nível social, político, desportivo, e outros, sendo importante perceber como o jornal se relacionou com essas realidades ao longo da sua existência, ao longo destes setenta e cinco anos, porque foram épocas muito diferentes. Depois do 25 de Abril foi uma coisa, antes era uma coisa completamente diferente, e mesmo nesses dois períodos existiram fases que em nada foram iguais umas às outras.

Festa - O jornal nasce como uma folha da paróquia e evoluiu para o que conhecemos hoje.
Novidades para os próximos anos.
Que poderemos esperar do Badaladas?
Joaquim Ribeiro - A área da comunicação social tem obrigatoriamente que ter sempre novidades, pois tem de acompanhar a sociedade em que está inserida e aquilo que fazemos hoje daqui por seis meses eventualmente já não fará sentido. A evolução, atualmente, é muito rápida e tem de ser acompanhada diariamente.
Tínhamos um site que ficou ultrapassado e deixou de responder às nossas necessidades e dos nossos leitores, pelo que estamos atualmente a preparar um novo site internet o mais interativo possível, de forma a poder estar o mais próximo possível dos nossos leitores.
Estamos também a procurar perceber quais as melhores formas de vender o jornal, pois atualmente o Badaladas vende-se basicamente em ‘papel’ e isso é algo que temos consciência de que a prazo terá o seu fim, tornando-se residual para um nicho de leitores. Temos consciência disso mesmo e teremos que preparar outras formas para fazer chegar o jornal até às pessoas, continuando a oferecer as notícias do jornalismo que fazemos, ou melhor ainda, com a evolução natural dos próprios jornalistas.

Festa - Está por aqui uma azáfama aguardando o início da primeira palestra, com Venerando Matos, aproveitamos a oportunidade para, na pessoa do diretor do jornal Badaladas, endereçar os nossos parabéns ao jornal, pela comemoração do septua-géssimo quinto aniversário, bem como para desejar um futuro risonho e de sucesso para o jornal.
Joaquim Ribeiro - Obrigado, por mim, pelos meus colegas e pelo jornal.


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