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O valor das Criptomoedas

O valor das Criptomoedas

A necessidade de evoluir os mercados financeiros, de tornar as transações mais rápidas, mais económicas e mais seguras levou ao aparecimento das cryptomoedas.

A rede foi criada quando Nakamoto minerou o primeiro bloco da Blockchain, conhecido como first block em janeiro de 2009.

Desde daí aparecerem centenas de cryptomoedas, todas elas com um propósito e sempre ligadas a um projecto. Servem para transações financeiras, até por vezes para a transmissão de informações confidencias ou por outro tipo qualquer de informação importante. As transações náo têm intermediários, mas são verificadas por todos usuários da rede e gravadas na blockchain.

A Blockchain é uma rede descentralizada, sem uma entidade administradora central, o que torna inviável qualquer autoridade financeira nem governamental manipular a emissão e o valor da criptomoeda ou induzir a inflação com a produção de mais dinheiro.

A capitalização do mercado de cryptomedas no mês de Maio atingiu os 2,39 triliões de dólares. O Bitcoin com um volume de transações mensais de 366,2 bilhões atinge recordes como nunca visto antes e chega aos 65.000 dólares.

Pode ser um negócio muito rentável e fazer fortunas no entanto, é de risco elevadíssimo, repare o que aconteceu recentemente com a Tesla e a China. Musk, o líder da Tesla levou a bitcoin a máximos históricos, e quando anunciou que a sua empresa tinha comprado 1,5 mil milhões de dólares em bitcoins. Levou a moeda a afundar 40%, depois de deixar de aceitá-la como forma de pagamento. Tentou conter a queda da moeda ao afirmar que não tinha vendido qualquer bitcoin, depois da nova decisão da Tesla em parar de aceitar a moeda, mas não foi capaz. O volume de transações leva a muita especulação e o valor das crytomoedas sofrem oscilações enormes. Surgem grupos fechados com o propósito de ganhar dinheiro, combinando os preços de compra e de venda, e ganhando por vezes milhões.

Para minerar Bitcoin é necessário ter um computador com alta capacidade de processamento. Diante da dificuldade de minerar Bitcoin, atualmente não é mais possível fazê-lo com seu computador caseiro. Os mineradores compram máquinas que foram feitas especialmente para minerar bitcoin, como as ASICS. O papel delas é encontrar uma sequência que torne um bloco de transações de bitcoin compatível com o bloco anterior. Para isso, o computador precisa efetuar milhares de cálculos por segundo para encontrar a combinação perfeita, por isso que eles precisam ser extremamente potentes. Ao encontrar a sequência compatível, o minerador recebe uma recompensa em bitcoin para cada bloco que ele minerar. Essa recompensa foi criada com a intenção de pagar as pessoas que emprestam poder computacional para manter a rede do bitcoin funcionando, conhecida como blockchain.

A febre das criptomoedas fez aumentar a procura de gráficas na corrida á mineração, e esgota toda a produção de placas gráficas nos mercados. A produção de chips é afetada pelo Covid-19 que praticamente fez com que fossem encerradas as principais linhas de produção, e cujos efeitos e dificuldades em retomar a sua normal atividade se fazem sentir até aos dias de hoje.

Surge uma cryptomoeda muito especial, a Chia. Os criadores da chia afirmam que é muito mais ecológica e consume muito menos energia com seu processo de mine-ração de verificação e registro de transações. Nova York (CNN Business) – O bitcoin pode ser o rei das criptomoedas, mas está enfrentando uma crítica de fundo ambiental sobre sua tecnologia, que faz uso intensivo de energia. A principal diferença entre a chia e outras criptomoedas, de acordo com seus fundadores, é seu método de “provas de espaço e tempo” de verificação de transações que utiliza espaço em disco não utilizado nos discos rígidos dos usuários e é mais eficiente em termos de energia do que a “prova de trabalho” do modelo do bitcoin.

Cada criptomoeda tem seu próprio método de verificação de transações, normalmente usando o poder coletivo dos computadores dos mineradores, que são pagos por sua ajuda em criptomoedas.

O processo de mineração da chia, que a Chia Network chama de “cultivo”, depende do uso de espaço vazio de armazenamento do computador. O processo de “prova de espaço e tempo” da Chia permite que os participantes da rede mostrem que estiveram armazenando dados fisicamente por um determinado período, de acordo com a Coin Market Cap, uma biblioteca de conteúdo sobre criptomoedas.

As grandes instituições aderem as cryptomoedas. Empresas como a Square e a Tesla adicionam o bitcoin nos seus balanços. Firmas financeiras tradicionais, como o BNY Mellon, o banco mais antigo dos EUA, controem produtos em criptos.

O Federal Reserve explora a possibilidade de um dólar digital. Vitalik Buterin, quem lançou a blockchain Ethereum em 2015, tornou-se o bilionário de cripto mais jovem do mundo aos 27 anos. A criptomoeda da Ethereum, ether, ultrapassou os 3.000 dólares, o que representa uma valorização de 325% desde do início deste ano.

Já não existem dúvidas, as cryptomoedas vieram para ficar, estão ao alcance de todos e já fazem parte da evolução dos mercados financeiros.

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