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quarta-feira, 23 setembro 2020 | Login
Hoje tive um sonho... n'O Olhar de Carlos Rosa, emitido pela Radio Europa, 93.8FM Torres Vedras, esta semana

Hoje tive um sonho... n'O Olhar de Carlos Rosa, emitido pela Radio Europa, 93.8FM Torres Vedras, esta semana

 

Na rubrica desta semana o nosso diretor fala-nos de um sonho. "O Olhar de Carlos Rosa", emitido na Rádio Europa, 93.8FM a partir de Torres Vedras, aborda de forma ligeira temas pertinentes, mas em que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Pode escutar o audio
ou ler o texto do assunto abordado nas linhas abaixo:

"Olá amigos!

Hoje, tive um sonho...

Sonhei que tinha concorrido à Câmara e vencido as eleições.

Sonhei que tinha conseguido convencer um grupo de profissionais experientes, com provas dadas em algum lugar da vida real, que completavam uma equipa que afincadamente trabalhava por amor à causa pública, que iria fazer do concelho um lugar melhor para se trabalhar e viver.

Como tinha uns largos milhões no orçamento, comecei por pensar em aplicá-los de forma equitativa pela cidade e pelas vilas, aldeias e lugares do concelho.

Tornei-as mais bonitas, mais práticas e agradáveis, de forma a que as pessoas que vivem fora da cidade pudessem ter uma qualidade de vida semelhante às do grande centro urbano.

Fiz como oiço os políticos dizer, descentralizei.

Não quis só protestar pela descentralização do país.

Descentralizei mesmo as coisas no concelho de forma a colocá-las mais próximas e acessíveis às pessoas.

Não sei bem como mas, pelo meio do sonho, tive oportunidade de concorrer a uma série de fundos comunitários.

Na sua maior parte fui bem sucedido e os projetos, também eles se situavam um pouco por todo o concelho.

E vieram a trazer maiores condições ainda a essas pessoas também.

Acabei com os parquimetros na cidade e coloquei os funcionários a gerir o estacionamento nas zonas críticas, de forma educada e cooperante.

Como não tive que pagar favores a apoiantes nesta minha campanha, porque era um sonho, não deixei construir onde não se devia, nem adjudiquei obras e empreitadas sem necessidade das mesmas.

Também não adquiri serviços e mamarrachos de que as pessoas não necessitavam minimamente, embora alguns deles também servissem para me promover.

Só não entendi porque razão a minha comadre me veio dizer que o filho, que já estava crescido, não saía de casa nem queria trabalhar e eu poderia ser uma grande ajuda.

Bem, pensei melhor e afinal era a minha comadre, lá arranjei um lugar para o rapaz.

Bem sei que outros rapazes há que estão na mesma situação, claro, mas esses não são filhos da minha comadre, como certamente compreendem.

As coisas até me estavam a correr bem, as pessoas estavam satisfeitas com a forma como estava a gastar o dinheiro que elas mesmas descontavam e pagavam em impostos.

Sentia-me muito bem no papel de funcionário delas mesmas, gerindo de acordo com as suas necessidades e anseios.

Entretanto, um barulho estranho e estridente apareceu do nada, a meu lado.

Desconfiei. Por instinto estiquei o braço, derrubei o candeeiro.

O ruído infernal persistia. Era o despertador. Afinal tinha sido um sonho.

Abri os olhos e voltei à realidade, mas estava um frio de rachar lá fora.

Não queria, mas teve que ser. O que tem que ser tem muita força.

Mais um dia de trabalho estava à porta e o Natal é só para o mês que vem.

Tenho que tomar as gotas para ver se evito estes sonhos, pois acordar assim custa sempre muito mais...

Até para a semana, amigos..."

 

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