Na ocasião foi possível escutar Carlos Baptista referir que "Mar Chão, é um tema usado pela marinhagem, onde passei a minha vida profissional, e que aproveitei para dar nome a este meu trabalho. Embora já tivesse feito uma gravação há uns anos, este foi o meu primeiro trabalho a sério, feito com alguma qualidade, que espero as pessoas venham a gostar".
Perguntámos ao fadista o que representa este trabalho, e foi possível escutar com alguma emoção, que "representa muito, porque, ainda no tempo em que as editoras convidavam os fadistas, tinha eu 23 anos, foi-me feito um convite para gravar, por parte de uma editora que se chamava Osiris, da Gina Maria e do Arlindo Carvalho. Acontece que existiram umas alterações de última hora e acabei por não gravar nessa altura nem o fazer mais. Entretanto, tenho cantado nos muitos e variados locais para onde me convidam e tenho sido um 'eterno amador'. Há uns tempos surgiu esta possibilidade de gravar. Juntei-me ao Cajé, ao Rodolfo e ao Fred e fizémos este trabalho, sobretudo com muito amor ... são onze temas, onde a 'Maria do Mar' é completamente original e outros dois são poemas originais colocados em músicas tradicionais de fado".
Carlos Baptista, para além de emocionado, estava igualmente muito feliz, como nos confidenciou "estou muito feliz por poder desfrutar deste momento em família. A minha família de sangue, a minha família do fado e amigos que considero como se de família se tratasse.









