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segunda-feira, 30 março 2020 | Login
Brinquedo. O negócio da China...

Brinquedo. O negócio da China...

A China é o maior fabricante de brinquedos. É responsável por três quartos da produção mundial, resultante de uma indústria com 10 mil fábricas.
Mas nem todos os brinquedos são construídos de acordo com os mesmos regulamentos de segurança. Isso depende exclusivamente das normas impostas pelos importadores ou seja dos países de destino.


Entre os mais exigentes encontram-se os europeus, Norte-americanos, canadianos, australianos e neozelandeses. Na Europa, todos se orientam pelas directrizes da União Europeia, mesmo os que não integram este organismo com por exemplo a Noruega e a Suécia.
No continente europeu os maiores consumidores são os franceses: Gastam em média 230 euros anuais per capita, valor que não inclui o consumo de jogos electrónicos ou videojogos, enquanto os norte-americanos lideram a tabela dos consumidores. Em 2017, a China exportou mais de 44 milhões de dólares e só para os Estados Unidos 22,5 mil milhões.
No entanto, o brinquedo made in China está longe de satisfazer os padrões de segurança impostos a Ocidente. Os franceses encontram-se entre os mercados mais exigentes – porventura, como maior consumidores que são entre os europeus: Em Lille, num dos mais sofisticados laboratórios de fiscalização para a segurança e certificação de brinquedos que existe no mundo, são rejeitados 1 por cada 3 brinquedos, ou seja um modelo por cada três modelos. Assim, a indústria chinesa vê rejeitada um terço da sua produção que exporta para a Europa. Daí uma factu-ração muito mais baixa nas exportações quer para o Reino Unido, Japão e França que totalizam cerca de 15 mil milhões de dólares.


Mattel e Lego acreditam no crescimento do consumo chinês.
A Ocidente, os videojogos ainda são preferência dos adultos:
Só em França, a média de idade
dos jogadores é de 33 anos, sendo que 80% têm mais de 18 anos.


De qualquer modo o paradigma da produção de brinquedos está a mudar: Acredita-se que a China perca a hegemonia na próxima década:
Primeiro, por força do crescimento económico chinês que já perpetua salários mais elevados, em detrimento da indústria indiana e vietnamita que já conseguem maiores padrões de qualidade com mão-de-obra mais baixa;
Segundo, pela diminuição das vendas nos países mais ricos e ainda pelo baixo consumo do próprio mercado chinês.
E não será por acaso que a Mattel, a principal fabricante mundial de brinquedos, assinou contrato com o maior grupo de comércio electrónico da China, Alibaba, para transaccionar carrinhos Hot Wheels e as célebres bonecas Barbie, enquanto os dinamarqueses da Lego já iniciaram um programa para abrir 40 lojas nas principais cidades chinesas.
Trata-se de uma estratégia agressiva que surge após o anúncio do final da política do filho único naquele país do extremo Oriente.
Espera-se que, no final de 2019, as vendas de brinquedos na China possam ultrapassar a barreira dos 11,5 mil milhões de dólares. Mas em 2016, cada família chinesa gastou em média menos de 45 dólares em compras de brinquedos.

Os brinquedos com peças para montar são essenciais
para o desenvolvimento cognitivo das crianças.
Mas montar um avião, automóvel, barco ou castelo de grandes dimensões
são fascínio

dos adultos e prende a atenção das crianças.

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