O torriense Renato Valente, patrono da já conhecida associação cabo-verdeana Black Panters, continua a trabalhar em prol de quem mais precisa.
Desta feita, depois de ter organizado uma visita àquele país africano, acompanhado pelo projecto "Sons do Barro", vai estar presente no lançamento da primeira pedra de um centro de formadores, a instalar no bairro Várzea da Companhia (um dos mais pobres da cidade da Praia, em Cabo Verde).
Depois de muito ter feito para apoiar uma associação de Cabo Verde, denominada Black Panters, que tem como objectivo apoiar a formação de crianças necessitadas, desde que nascem até que se tornam independentes, Renato Valente está agora a tentar levar um grupo de formadores para Cabo Verde. A primeira experiência aconteceu recentemente, com a deslocação do orfeão torriense "Sons do Barro", a Cabo Verde, integrado numa delegação de 26 pessoas. Nesta delegação também seguiu um elemento da Escola Henriques Nogueira. Os Sons do Barro são um grupo de pais de crianças que estudam no ‘Mundo da Criança' e que, profissionalmente, têm competências específicas para dar formação. E assim aconteceu. O próximo passo é mesmo a instalação de um centro de formação, num edifício a construir para o efeito, cuja primeira pedra será lançada já no próximo dia 15 de Março, contando com a presença de Renato Valente. Outro dos passos que será dado nesse altura, será a assinatura de um protocolo de colaboração entre a associação Black Panters e da Escola torriense Henriques Nogueira. Este centro de formação vai também abranger uma outra escola instalada no Bairro da Várzea da Companhia e Renato Valente prevê que os primeiros formadores se desloquem a Cabo Verde já em Abril. O objectivo é criar mais parcerias com outras escolas da cidade, de forma a que a Cabo Verde, cheguem livros, material escolar, contactos pessoais entre alunos e professores dos dois países, etc, no fundo, mais formação e conhecimento. Para já, e desde há já quase 5 anos, à associação chegam medicamentos, material escolar, brinquedos, roupas, etc, através da Farmácia Santa Cruz, que por sua vez tem vindo a criar protocolos com outras entidades, de que é exemplo a Creche do Povo, de forma a recolher todos estes materiais. Renato Valente foi, desde o primeiro momento, "cativado" pelas crianças que estão a cargo da associação, e desde então, tudo tem feito para as auxiliar. Conta que desde há 5 anos a esta parte, "posso dizer que o próprio bairro, onde está instalada a associação, está trans-formado, sob todos os aspectos. Continuam a ter carências, mas fundamentalmente ao nível de alimentação, e não de formação". A associação apoia cerca de 85 crianças a cargo, desde o infantário até ao final da escolaridade e por isso, refere Renato Valente, "há que criar mais parcerias, para que haja uma formação continua e correcta". Quando pedimos ao patrono da associação para fazer um balanço sobre este apoio que tem dado, conta que "é com muita satisfação que olho para o projecto, porque vejo que os objectivos têm sido atingidos", e vai mais longe, referindo que "tem sido uma experiência extraordinariamente humana e sou eu que lhes tem que agradecer a prova de solidariedade que me dão". A própria estrutura da associação é hoje um espaço completamente diferente, muito mais completo, com internet, salas para as crianças, auditório, um campo de jogos, um bar, entre outras coisas. Renato Valente não quer deixar de referir o director da associação, Alcídes Amarante, bem como a sua equipa, que "muitas vezes se esquece da sua vida privada, em prol da associação". |