19 Maio 2012
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À Luz da Psicologia
À Luz da Psicologia

Coluna da responsabilidade de

MAURO PAULINO

Psicólogo Clínico

www.mauropaulino.com

Domingo, 29 Abril 2012 13:10

Redes Sociais & Beleza

Written by Mauro Paulino (Psicólogo Clínico)

Nas últimas semanas ouvi recorrentemente, quer em conversas com amigos quer em contexto de consulta, alguns comentários sobre a relação das redes sociais com a beleza. E perante isto, o primeiro pensamento que me ocorreu foi de que, sem dúvida, a cultura vai-nos disponibilizando um sem número de ferramentas que nos permitem inúmeras novidades, as quais eram inexistentes ou inacessíveis no passado.

Na primeira reflexão do ano não podia fugir ao assunto dominante: crise/economia! Mas numa perspectiva diferente...
Nos dias de hoje falasse muito no impacto das dificuldades financeiras sobre o funcionamento do casal até porque vivemos num processo de crise internacional (é o que dizem...). Para agravar, o governo em vez de mostrar capacidade para propor estratégias inteligentes apenas corta cada vez mais. Assim sendo, a única maneira que sabe usar para governar é sobrecarregar os contribuintes.
Neste cenário, ouve-se que as dificuldades financeiras levam a uma tensão maior entre o casal e pode levar à ruptura. Tal raciocínio é falso! É uma ilusão! Sem dúvida que não podemos negar a influência deste momento económico na vida dos casais, mas não no sentido da ruptura.



As dificuldades financeiras, bem como qualquer outro problema que um dos elementos do casal ou mesmo os dois, ao mesmo tempo, tenham que enfrentar leva a que o amor se fortaleça e cada um dos elementos do casal se junte muito mais. Isto, porque no meio das dificuldades procuramos e queremos estar mais perto de quem é importante para nós e nos faz sentir bem.
Portanto, o que acontece e confunde o nosso entendimento, fazendo-nos pensar que a crise económica é a responsável pela destruição dos casamentos, é que uma percentagem muito elevada de casais não está ligada por um vínculo de amor mas sim ligada por um conformismo, uma apatia, um estar acomodado. Por sinal, aparentemente, mais conveniente. E, no fundo, como estão ali acomodados quando vem um tremor de terra (por exemplo, a tão proclamada crise) aquilo quebra tudo e é aí que a relação termina.
Dá demasiado trabalho enfrentar o que não está bem e às vezes enfrentar o que não está bem não significa romper ou afastarem-se. Significa ser adulto e mostrar a capacidade de dizer vamos lá conversar porque temos aqui algumas arestas que precisam de ser limadas, as quais depois de resolvidas vão tornar a relação muito mais saborosa e melhor para ambos.
Resumindo e concluindo, nestas aflições que a vida nos vai trazendo a imaturidade emocional facilita a precipitação mas quando de facto existe amor e as pessoas são capazes de dizer o que lhes está a assustar, a atormentar, dizer o que não gostam um no outro para edificar a relação amorosa, então, os problemas financeiros não levam a rupturas, pelo contrário, levam a uma maior e mais gratificante união entre os elementos do casal.
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www.mauropaulino.com

 

Todos nós nascemos com características primitivas como resultado de uma herança de milhões de anos de evolução filogenética. Partilhamos com muitas espécies, uma percentagem enorme de genes, e portanto, várias das coisas que observamos em muitas espécies estão também em nós. Nascemos assim com um programa biológico, mas depois à medida que os anos vão passando vamo-nos desenvolvendo e relacionando com outros humanos com os quais interagimos, vamos lidando com os dados da cultura transmitidos, por exemplo, através de fábulas que vamos ouvindo, histórias que vamos sabendo sobre a vida dos outros e tudo isso vai transformando o nosso cérebro.
Segunda, 17 Outubro 2011 10:18

Atracção, Paixão e Amor

Written by Mauro Paulino - Psicólogo Clínico
O desconhecimento das "coisas" do amor contribui fortemente para a frustração e infelicidade fazendo com que muitos se refugiem atrás do argumento de que não se querem envolver pois apaixonam-se sempre pelas pessoas erradas.
Quinta, 08 Setembro 2011 09:03

Ser mãe não basta...

Written by Mauro Paulino - Psicólogo Clínico
Nos dias que correm é ainda recorrente pensar-se no papel da mulher na sociedade, na vida, e mais especificamente no que é ser esposa, bem como no que é ser mãe. E por causa disto, não poucas vezes surgem mulheres em consultório com uma necessidade acentuada de se pensarem porque vão ganhando noção de que afinal ser mãe não basta...

Quarta, 27 Julho 2011 10:02

Férias...

Written by Mauro Paulino - Psicólogo Clínico
Férias

 

À Luz da Psicologia

Estamos no final de Julho e ouve-se com muita frequência, aqui e ali, que as férias estão à porta. No dicionário as férias surgem como o "tempo durante o qual não funcionam aulas, tribunais..." ou até "interrupção relativamente longa de trabalho, destinada ao descanso dos trabalhadores em geral".

Mas as férias representam muito mais.

Por exemplo, menos trânsito para quem circula pela cidade de Lisboa, maior facilidade em arranjar estacionamento na rua onde mora, ou até mesmo, momento de alívio pelo subsídio recebido por algumas famílias, permitindo algum desafogo durante o mês ou o regularizar de algumas dívidas.

Contudo, as férias exigem ginásticas familiares por força da interrupção escolar dos mais novos. Alguns pais optam por colocar os filhos em casa dos avós ou outros familiares nas aldeias onde nasceram de modo a poderem trabalhar descansados. Para algumas crianças é motivo de alegria porque irão reencontrar antigos amigos, incluindo emigrantes. Para outras crianças é motivo de "seca" porque dizem não fazer nada dispensando a companhia das pessoas com mais idade.

Tempo de férias é também período de algumas crianças voltarem a reencontrar, principalmente, o pai do qual passam o ano afastados por força do divórcio dos progenitores, das aulas e das centenas de quilómetros que os separam. Apesar das consequências que daí resultam... Estudos sobre pais divorciados indicam que numa percentagem significativa de casos um deles acaba por perder a ligação emocional com o filho se não existirem contactos frequentes (merece reflexão!).

Nas férias são muitas as crianças a ficar sozinhas em casa o dia todo devido à indisponibilidade dos pais para arranjarem plano alternativo ou pelo comodismo de se deslocarem até a uma Junta de Freguesia para se informarem das actividades disponíveis. Os pais deixam-nas trancadas em casa com receio de que elas saíam. Desta forma, passam o dia a ver televisão ou frente a uma consola (quando a têm!). E aqui vem à minha mente o seguinte: será que estes pais sabem que o cérebro humano se estrutura adentro de uma relação?

No outro extremo temos as crianças que foram deixadas o dia inteiro fora de casa, ficando mais vulneráveis às possíveis ofertas que possam surgir, tome-se como exemplo adolescentes mais velhos com outro "andamento".

Pelos vistos o significado de férias é mais complexo do que aquilo que aparece no dicionário. Faço votos para que as férias de cada leitor sejam revitalizantes!

Terça, 12 Julho 2011 08:49

A força do gostar...

Written by Mauro Paulino - Psicólogo Clínico
Em consulta é frequente serem verbalizadas uma série de queixas sobre determinado(a) namorado(a), parceiro(a) ou marido/mulher, tais como:

- Apenas vivemos juntos, não se passa mais nada;

- Não sente preocupação pelos meus sentimentos;

- Não tem medo de me perder, sou um objecto dado por adquirido;

- Não sente compaixão pela minha frustração;

- Não se activa para a relação funcionar, tenho que ser sempre eu a fazer alguma coisa.

Ou se o leitor preferir, até nos podemos interrogar: "será que notam que do outro lado (na mesma casa, na mesma cama, etc.) há gente?".

Numa semana em que se assistiu à vergonhosa falta de compromisso de muitos cidadãos para com o seu País decidi escrever sobre um outro compromisso, o casamento.

Quinta, 26 Maio 2011 15:58

Relações Duplas e a Passividade

Written by Mauro Paulino

Semelhantemente com o que tenho procurado fazer com as outras reflexões, a desta semana é sobre um tema recorrente em psicoterapia e no qual as pessoas se prendem sem perceber o obstáculo que o mesmo representa na caminhada para o bem-estar.

Falo de relações duplas e da passividade que muitas vezes lhe está associada.

Quarta, 18 Maio 2011 11:20

Quem Espera... Nem Sempre Alcança!

Written by Mauro Paulino
É verdade que a sabedoria popular num vasto número de situações dá contributos muito úteis. Contudo, como qualquer posicionamento baseado no senso comum nem sempre tal acontece.

A ideia de que "quem espera, sempre alcança" é exemplo disso mesmo. Pelo menos no que diz respeito aos relacionamentos amorosos.

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