Este é o segundo mandato de Pedro Vaza, à frente da Junta de Freguesia de Ponte Rol. Um homem que ainda hoje vive na casa em que nasceu, na sede desta freguesia torriense.
A forma de encarar o cargo que ocupa é simples, caracteriza-o numa frase: "costumo dizer que cada um, sente sempre que o seu problema é o maior da Freguesia, porque é esse o problema que o afecta. Tenho que estar bem ciente disso mesmo... ".
A sua entrada na vida política começou por acaso... Depois de, em 1998, ter sido convidado a pertencer a uma lista do Partido Social Democrata, candidata à Junta, convite que não aceitou, porque achou que havia pouco tempo para preparar todo o trabalho, até essas eleições. Entretanto, em 2001, surge novo convite, desta feita, um ano antes do escrutínio. Na ocasião, promete apenas encontrar uma lista de pessoas que, depois, "entre nós haveríamos de encontrar uma forma de nos organizar", comenta o autarca. Entretanto, conta, chegado o momento, Pedro Vaza avançou "por exclusão de parte, ou seja, porque mais ninguém queria ser presidente". Foi o seu primeiro passo na política activa. O objectivo desta primeira candidatura era reduzir a diferença de votos que este partido tinha do Partido Socialista (na época, superior a 50 por cento). A campanha foi feita nesse sentido, e o PSD acabou por vencer as eleições: Pedro Vaza confessa que esta vitória foi algo inesperada, nunca pensaram ser possível, e conta que durante a campanha apenas foram feitas cinco promessas eleitorais, sendo que os restantes pontos do programa foram sempre caracterizados como objectivos. Um dado curioso a acrescentar a esta matéria: Pedro Vaza fez mesmo a promessa por escrito, em forma de contrato, reconhecido por um notário, ficando obrigado a doar mil metros de terreno industrial à freguesia, caso não cumprisse o que prometeu aos eleitores. Estas promessas foram cumpridas, garante o autarca. Tratou-se de uma forma de assumir, perante toda a freguesia, um compromisso. "Não compreendo como é que é possível haver promessas e depois ninguém assumir as responsabilidades", destaca. Quanto aos objectivos propostos, Pedro Vaza salienta que alguns já foram conseguidos, mas não todos ainda. A construção de um armazém para a Junta, por exemplo, era um dos principais pontos desta lista, algo que já está feito, bem como a construção de uma capela nova no cemitério e a sua ampliação. Foram ainda construídos dois espaços verdes na Freguesia, posto a funcionar um posto médico, diversas colocações de passeios, entre outros trabalhos. No que diz respeito aos transportes escolares, Pedro Vaza destaca que este trabalho, agora da competência das Juntas de Freguesia, já é realizado na Ponte Rol desde 2001. Além do transporte, ainda "tínhamos o ATL", agora redenominado de enriquecimento curricular, serviços esses que são totalmente gratuitos para os pais. Estes serviços têm como objectivo "cativar os pais para colocar as crianças em escolas de Ponte Rol e não em Torres Vedras". Nesta matéria, Pedro Vaza conta que se tratou de uma aposta bem sucedida pois, quando tomou posse, o número de alunos do ensino básico era de 59 crianças, ao passo que hoje estão 96 nas escolas da freguesia.
Quanto ao número de eleitores, existem hoje mais de 1900 recenseados. Um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos. No plano económico, a Freguesia de Ponte Rol é sede de cerca de 160 empresas, das quais duas delas (Queijo Saloio e Frismag) empregam cerca de 700 pessoas. No que diz respeito a vias de acesso, o autarca comenta que a variante que parte da Estrada Nacional, passando ao Queijo Saloio e indo no sentido de A dos Cunhados, retirou muito do trânsito pesado de dentro da aldeia da Ponte Rol, o que "trouxe alguma qualidade de vida às populações". Para o futuro, "é nossa intenção prolongar a variante já existente, até ao Soito. (...) Foi feito um abaixo assinado, entregue às Estradas de Portugal, para que, em vez de ser construído um cruzamento no acesso à Bordinheira, seja antes implantada uma rotunda", onde iria desembocar a variante acima mencionada. Uma das lamentações que deixa, numa altura em que a Estrada Nacional 9 está em obras, prende-se com o facto deste projecto não contemplar a construção de passeios. Contudo, está convicto que, no final da obra (prevê-se que em Junho de 2009 esteja concluída), "vamos ter uma estrada que nos dá mais alguma qualidade". Existem ainda alguns projectos que Pedro Vaza gostaria de ver concluídos. Um deles é a construção de "uma escola integrada, que congregue todos estabelecimentos escolares, para evitar o transportes das crianças. O projecto existe e já temos o terreno e, de acordo com o Presidente da Câmara, deverá ir a concurso em 2009", salienta. O projecto poderá custar cerca de um milhão de euros, pelo "só poderá ser suportado pela Câmara". Por outro lado, pretende também avançar com a construção de uma nova sede para a Junta de Freguesia, mas afirma que "a nossa sede não é assim tão má, temos é um problema: uma escada bastante íngreme logo de entrada. Como temos um posto de correios, torna-se complicado", por causa da gente mais idosa ou com algum tipo de limitação física. Também já existe um projecto, para a sua instalação num edifício devoluto no centro da aldeia. Foi feito um acordo e Pedro Vaza acredita que em 2009 a obra deverá arrancar. A pouco tempo de terminar o seu segundo mandato à frente da Junta de Freguesia, Pedro Vaza confessa que tem valido a pena. "Gosto muito da Junta e da Ponte Rol", refere, acrescentando que tem havido momentos bons e menos bons, mas sendo que os bons superam todos os outros. Dá muita satisfação ver o trabalho feito! |