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Nas últimas semanas ouvi recorrentemente, quer em conversas com amigos quer em contexto de consulta, alguns comentários sobre a relação das redes sociais com a beleza. E perante isto, o primeiro pensamento que me ocorreu foi de que, sem dúvida, a cultura vai-nos disponibilizando um sem número de ferramentas que nos permitem inúmeras novidades, as quais eram inexistentes ou inacessíveis no passado.
No quotidiano, existe um receio evidente de se usarem determinadas expressões, tais como aquelas que envolvem a noção de compromisso ou a ideia de morte. Por exemplo, é pouco comum ouvir-se dizer que determinada pessoa morreu. Diz-se "ela partiu" ou "já não está entre nós".
Maria da Conceição Cruz, há vinte anos, 'presa' num 2º andar de um prédio da Póvoa de Santo Adrião, dependente dos bombeiros para se deslocar, já pode sair à rua apenas com a ajuda de uma pessoa.
Desde a passada quarta-feira pode utilizar uma trepadora de escadas, uma dádiva de muitos amigos, mais e menos anónimos, despertados para este problema em Março de 2010, precisamente quando Paulo Aido, vereador independente na Câmara de Odivelas, levou este caso a Reunião de Executivo camarário, então a propósito da degradação da habitação Maria da Conceição por obras de requalificação do edifício mal feitas e que foram adjudicadas pelo próprio município.
A publicidade é um dos mais privilegiados meios de comunicação. Mais do que simples divulgação ela tem a capacidade de gerar notoriedade sobre uma marca, produto ou sobre uma simples mensagem ou conceito de vida.
Na primeira reflexão do ano não podia fugir ao assunto dominante: crise/economia! Mas numa perspectiva diferente...
Nos dias de hoje falasse muito no impacto das dificuldades financeiras sobre o funcionamento do casal até porque vivemos num processo de crise internacional (é o que dizem...). Para agravar, o governo em vez de mostrar capacidade para propor estratégias inteligentes apenas corta cada vez mais. Assim sendo, a única maneira que sabe usar para governar é sobrecarregar os contribuintes.
Neste cenário, ouve-se que as dificuldades financeiras levam a uma tensão maior entre o casal e pode levar à ruptura. Tal raciocínio é falso! É uma ilusão! Sem dúvida que não podemos negar a influência deste momento económico na vida dos casais, mas não no sentido da ruptura.
Mas o Mundo continua a questionar a sabedoria, a aniquilar os sábios, os que nos ajudam a todos. Muitos dos poderes não gostam dos sapientes. Foi assim desde sempre. É bíblico. Portugal não foge à regra. É mesmo onde mais se desbarata os intelectuais: hoje, aceita-se que vivam no anonimato, entre as quatro paredes das academias ou em cargos profissionais que não projectam acontecimentos, cultura ou fazem despertar para as coisas úteis. Confunde-se instrução com cultura. Equivoca-se entre quem possui formação superior com a sabedoria, o domínio de alguma universalidade do conhecimento, a experiência da vida.