19 Maio 2012
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Notícias da Economia
A TV Record publicou um artigo online sobre as eventuais ofertas feitas para aquisição da EDP até a um montante total de quase 43% do capital da electrica portuguesa.

As companhias interessadas numa participação de 21,35 por cento na empresa portuguesa fizeram propostas que variam entre 2,3 biliões e 2,7 biliões de euros.

Sob o título "Angola não é problema, o problema somos nós", André Macedo escreve um artigo no DN Opinião que se recomenda. A peça refere-se a um tema que se encontra na ordem do dia e respeita à eventual perca de identidade e quiçá de independência de uma economia que precisa sobreviver, quase exclusivamente, de investidores estrangeiros e com capacidade de se tornarem accionistas de empresas portuguesas em situação precária. Para André Macedo o problema não se encontra do lado dos hipotéticos investidores, mas antes dos empresários cá de dentro, dos mais ricos portugueses que se encontram pobres para solucionar capacidade em viabilizar empresas.

Não poderemos aceitar que as regras não sejam as mesmas para todo o País. A Região Autónoma da Madeira tem de alinhar obrigatoriamente pela contenção da despesa anunciada pelo governo da Nação. Impõe-se uma colaboração estreita entre Alberto João Jardim e Pedro Passos Coelho e cumplicidade tanto nos bons como nos maus momentos. É tempo de todos apertarmos o cinto e não apenas alguns. O Presidente da Região Autónoma é pródigo em sensacionalismos e justificações, muitas vezes, pouco credíveis.

▪ Pouco ou quase nada se cortou na despesa pública

O anúncio de aumento do IVA no sector energético poderá solucionar a execução orçamental relativa a este ano de 2011. É mais rápido 'tapar buracos' indo directamente ao bolso dos contribuintes que reduzir a despesa pública. É mais fácil, mas não é justo! Isso mesmo era o entendimento dos actuais membros do governo enquanto oposição a José Sócrates, que se tornou um adepto do aumento dos impostos em vez da redução da despesa pública.

Começa a não se perceber o calendário do actual governo relativamente a reestruturação do sector empresarial do Estado, aos institutos públicos e à própria administração pública.

Para pagar pensões o banco 'secou' por duas vezes e as filas eram intermináveis.

A observação atenta faz-nos perceber quanta falta de rigor existe nas empresas públicas ou participadas quantos erros de gestão se acumulam e se escondem atrás de objectivos dos trabalhadores que ficam por cumprir.

A austeridade financeira actual forçou a população portuguesa a perder o receio e o embaraço de vender os seus bens mais valio-sos. Jóias de ouro e prata que passaram de geração em geração são agora alienadas em prol de um desafogo monetário.

 

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