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De forma a comemorar o 30º aniversário da Associação para Educação de Crianças Inadaptadas de Torres Vedras, foram realizadas diversas actividades ao longo do ano. Uma das iniciativas aconteceu recentemente e intitulou-se Jantar Solidário.
O evento decorreu no Pavilhão Multiusos, na Expotorres e contou com a apresentação de um projecto muito original. Tratou-se da participação especial do grupo de dança da APECI, coordenado pela Escola de Dança da Tuna Comercial Torreense. A Revista Festa falou com Marta Feliciano, uma das responsáveis pelo projecto e ficou a saber que, entre os utentes da APECI, a dança é um sucesso.
Marta Feliciano pratica danças de salão há mais de 15 anos, na escola de dança da Tuna Comercial Torreense. Há 5 anos, a convite da directora da escola, Lucilina Sobreiro, passou a apoiar as aulas ministradas a pessoas com necessidades especiais e, há mais ao menos um ano, Marta passou a assegurar as aulas, com a colega Vânia Bizarro. A jovem tem formação na área da terapia ocupacional, estando a terminar a licenciatura na área da psiquiatria, na Escola Superior de Alcoitão. Este projecto pretende "criar um momento divertido, onde os objectivos são despertar a espontaneidade. Ouvir música e libertar a pessoa. No fundo, mostrar que estas pessoas podem fazer tudo o que os outros fazem, apesar de serem diferentes". Iniciou-se com 9 alunos, entre os 18 e os 38 anos, e conta apenas com pessoas com autonomia física, uma vez que as aulas decorrem na Tuna. Contudo, e com base nesta experiência, foi criado um novo grupo de danças, que funciona nas instalações da APECI, e que pretendia levar a dança a mais pessoas. A terapeuta ocupacional conta que o projecto foi um sucesso junto dos utentes da APECI, e todos tiveram a oportunidade de participar. "Foi uma experiência diferente, onde se viu muita alegria e espontaneidade". É uma "quebra da rotina, cria a responsabilidade de se estar em cima de um palco e exige um esforço no controlo dos sentimentos". Marta Feliciano conta que actualmente a dançoterapia, além de estar na moda, "é um conceito novo, mas também um método eficaz de terapêutica", do qual já se retiram ensinamentos. Neste caso concerto, refere que até as escolhas das músicas têm um objectivo. Apesar dos alunos preferirem temas mais alegres e ritmados, as formadoras escolhem temas mais lentos, ou mesmo rígidos, de forma a tentar trabalhar as dificuldades destes alunos, que passam pela concentração, o equilíbrio e a coordenação. Um projecto diferente que teve a sua apresentação pública no passado dia 5 de Dezembro e já é um sucesso. |