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Baile Popular - lançamento previsto para este mês
baile-popularÉ já no próximo dia 21 de Junho que é editado o álbum de estreia homónimo do Baile Popular.
Com músicas de João Gil e letras de João Monge, o Baile Popular é composto por João Gil, Mário Delgado, Alexandre Frazão, Miguel Amado, Paulo Ribeiro, Zé Emídio, Luís Espinho e João Paulo (os últimos três conhecidos do projecto Adiafa).
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Entrada Do Que Se Fala! Feios, Porcos e Maus!
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Escrito por Jose Maria Pignatelli   
Segunda, 28 Dezembro 2009 11:32
feiosporcosmausA violência particularmente entre jovens está em fase de crescimento e muito longe de ser exclusiva dos bairros mais problemáticos como muitas vezes convém fazer crer. Os ditos «gangs» saem desses bairros ou simplesmente nascem noutros onde as famílias são de classes mais favorecidas.
Mas todos eles têm um denominador comum - práticas de extrema violência, mesmo a espelhar grande crueldade e ocorrem por tudo e por nada.
É claro que há quem advogue que a causa fundamental são as desigualdades sociais. Claro que estas diferenças aliadas à ausência de perspectivas futuras também estão na base de alguns dos actos praticados pelos jovens.
Mas não será menos verdade afirmar que estamos perante dois cenários:
- Os que são incitados a estas práticas e organizados por terceiros, por pessoas bem mais velhas cujo maior objectivo é fazer desacreditar o sistema socio-económico, sentir o pulso ao Estado enquanto autoridade e, eventualmente, colher benefícios financeiros.
São chefias verdadeiramente legionárias que as autoridades conhecem;
- Os que se sentem atraídos pela notoriedade deste tipo de actividade e aspiram a ser heróis, feios, porcos e maus... mas não têm talento e dificilmente conseguem passar da violência menor.
Vêem-se por todo o lado, nos melhores colégios, nas universidades públicas e privadas. São brancos e negros que se dedicam ao roubo por esticão e a pilhar o comércio mais pequeno: minimercados, tabacarias e pastelarias porque quase sempre comem e não pagam.
Em comum, todos têm uma moda:
- Vestem calças de ganga abaixo da cintura, t'shirt, polar com capuz e calçam ténis sem cordões. Na cabeça o inevitável boné virado ao contrário, mesmo que por cima ande o capuz do casaco;
- Os cabelos são carregados de gel e, convenhamos, quase sempre com uns penteados artísticos.
- Na pele, mostram algumas tatuagens, piercings na língua, nariz ou sobrolho e brincos nas orelhas. Nelas variam os piercings que aparecem no umbigo até porque as t'shirts são quase sempre curtas e a roupa é mais feminina.

Fugir dos futuros médicos

E vêem-se mesmo por todo lado. Nem a Faculdade de Medicina de Lisboa escapa. Na cantina do Santa Maria alguns comem com as mãos, fazem as maiores lixeiras inimagináveis e até queimam com pontas de cigarro o lixo que está nos cestos à porta. Pagava para ver alguns destes ilustres alunos despirem as calças de ganga - aposto que ficavam de pé!
Mas, mais grave é ver já alguns destes cromos passearem pelos corredores dos hospitais de bata branca, ao lado dos mais consagrados (ou talvez já não sejam), a assistirem os doentes... nem as mãos lavam.

Aleluia, que a legislação já permite ao utente escolher o clínico e poder reclamar por escrito no livro de reclamações.


Mas afinal onde é que vivemos?
Que praga de alunos e de docentes temos?
O que dizem os pais desta geração?
Vejamos:
- A educação ministra-se em casa, no seio da família. E é lá em casa que se devem aconselhar os mais novos a seguir algumas regras e explicar previamente que liberdade não significa libertinagem e não há espaço a concessões mesmo que as notas sejam brilhantes;
- A escola ensina e não educa e quem pensar o contrário é ignorante. Os professores devem ser pedagogos e estar perto dos pais, hoje em dia representados em associações;
- Os agentes que ministram estágios, como os médicos, devem ser rigorosos e fazer cumprir a legislação, profundamente incompatível com um clínico estagiário que entra num hospital sem tomar banho e depois de uma noite perdida.
Afinal de contas será necessário termos a direcção de uma escola secundária a proibir decotes, mini-saias e camisolas curtas?
Esta mesma escola proibiu as calças rasgadas?
Lembraram-se estes docentes de obrigar os alunos:
- A tomar banho?
- A não cuspirem para o chão?
- A colocarem o lixo no lixo?
- Que os equipamentos escolares são comunitários e por isso devem ser preservados?
- Explicam que o grafite não é arte?
Ou não seria melhor que os dirigentes desta escola tivessem primeiro uma abordagem com os pais ou seus representantes, no sentido de elevar a escola por via pedagógica, em vez de inventar um regulamento interno do estabelecimento que proíbe estas indumentárias?
Qual salazarismo. Vivemos ainda os efeitos da Santa Inquisição, na era do feudalismo... Inventamos legislação inexistente ao prazer de cada um, perante a passividade de quem tutela.
Neste país vale tudo. Até pretender condenar uma aluna por ter gravado uma aula dada por uma professora medíocre, completamente descontextualizada e, acima de tudo, incompetente... por ter gravado uma de muitas aulas iguais.
Mas, aproveito para lamentar as afirmações de alguns sindicalistas que ocorreram em defesa da docente, alegando crime o acto de gravar a aula. Ora meus amigos, fiquem sabendo que a aula tem condão público e foi ministrada num estabelecimento público. Como tal, dificilmente se configura qualquer crime no acto de filmar.
Mas eu, que escrevi contra o modelo de avaliação actualmente proposto, por ser inequivocamente estúpido, começo a estar do lado dos mais radicais, que perfilham a ideia de que alguns professores e alunos merecem ser avaliados por imagens gravadas, obviamente com a utilização de câmaras ocultas.

José Maria Pignatelli
também em www.diariodeodivelas.com

 

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