DESPORTO
ENTRETENIMENTO
| Feios, Porcos e Maus! |
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| Escrito por Jose Maria Pignatelli |
| Segunda, 28 Dezembro 2009 11:32 |
A violência particularmente entre jovens está em fase de crescimento e muito longe de ser exclusiva dos bairros mais problemáticos como muitas vezes convém fazer crer. Os ditos «gangs» saem desses bairros ou simplesmente nascem noutros onde as famílias são de classes mais favorecidas.
Mas todos eles têm um denominador comum - práticas de extrema violência, mesmo a espelhar grande crueldade e ocorrem por tudo e por nada. É claro que há quem advogue que a causa fundamental são as desigualdades sociais. Claro que estas diferenças aliadas à ausência de perspectivas futuras também estão na base de alguns dos actos praticados pelos jovens. Mas não será menos verdade afirmar que estamos perante dois cenários: - Os que são incitados a estas práticas e organizados por terceiros, por pessoas bem mais velhas cujo maior objectivo é fazer desacreditar o sistema socio-económico, sentir o pulso ao Estado enquanto autoridade e, eventualmente, colher benefícios financeiros. São chefias verdadeiramente legionárias que as autoridades conhecem; - Os que se sentem atraídos pela notoriedade deste tipo de actividade e aspiram a ser heróis, feios, porcos e maus... mas não têm talento e dificilmente conseguem passar da violência menor. Vêem-se por todo o lado, nos melhores colégios, nas universidades públicas e privadas. São brancos e negros que se dedicam ao roubo por esticão e a pilhar o comércio mais pequeno: minimercados, tabacarias e pastelarias porque quase sempre comem e não pagam. Em comum, todos têm uma moda: - Vestem calças de ganga abaixo da cintura, t'shirt, polar com capuz e calçam ténis sem cordões. Na cabeça o inevitável boné virado ao contrário, mesmo que por cima ande o capuz do casaco; - Os cabelos são carregados de gel e, convenhamos, quase sempre com uns penteados artísticos. - Na pele, mostram algumas tatuagens, piercings na língua, nariz ou sobrolho e brincos nas orelhas. Nelas variam os piercings que aparecem no umbigo até porque as t'shirts são quase sempre curtas e a roupa é mais feminina. Fugir dos futuros médicos E vêem-se mesmo por todo lado. Nem a Faculdade de Medicina de Lisboa escapa. Na cantina do Santa Maria alguns comem com as mãos, fazem as maiores lixeiras inimagináveis e até queimam com pontas de cigarro o lixo que está nos cestos à porta. Pagava para ver alguns destes ilustres alunos despirem as calças de ganga - aposto que ficavam de pé! Aleluia, que a legislação já permite ao utente escolher o clínico e poder reclamar por escrito no livro de reclamações.
José Maria Pignatelli |




