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Não somos capazes de alterar o clima... PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por José Maria Pignatelli   
Domingo, 02 Agosto 2009 00:36
Rui-MouraA poluição é ambiental e não climática

Felizmente que os humanos não têm poder para alterar o clima. A poluição é um tema a tratar pelos ambientalistas que nunca deviam tê-la misturado com o clima.


Os gases antropogénicos não têm interferência detectável do ponto de vista climático. A sua influência é infinitamente pequena. Há fenómenos que comandam a dinâmica do clima que têm uma importância infinitamente grande quando comparada com a dos gases antropogénicos com efeito de estufa.
Quer isto dizer que se fosse possível retirar da atmosfera todos os gases antropogénicos com efeito de estufa a dinâmica do tempo e do clima continuaria a ser exactamente a mesma.
As diversas poluições dão cabo do ambiente, como que dizer dos nossos rios, planícies, florestas, praias, lagoas, fauna, flora, etc..
Em Portugal há quem defenda esta tese - o Engº Rui Moura, investigador, um dos autores do Plano Energético Nacional, de 1992, antigo membro da Comissão Europeia, admirador confesso de Jacques Delors e autor do interessante: mitos-climaticos.blogspot.com

Revista Festa - Qual a razão ou razões que o levaram a abraçar a discussão dos temas relacionados com a climatologia?
E porque entende que este assunto está definitivamente separado das questões ambientais?
Esta vontade nasceu simplesmente como resultado do seu mestrado em meteorologia?

Engº Rui Moura - «Trabalhei na Comissão do Plano Energético Nacional e participei na elaboração do último Plano Energético Nacional de 1992.
Durante os trabalhos de execução deste plano apareceu a oportunidade de, pela primeira vez em Portugal, estudar a ligação do sector energético nacional com as emissões de gases para a atmosfera que era um tema da actualidade na Comissão Europeia.
Em 1992, publicou-se o relatório do Ministério da Indústria e Energia - de que na altura era ministro o Engº Mira Amaral - designado «Incidência Ambiental da Evolução do Sistema Energético. Emissões de SO2, NOx, CO2. 1990-2010.».
E Rui Moura explica: «Durante a preparação dos estudos que originaram este relatório, tive oportunidade de discutir com os especialistas portugueses ligados ao assunto e verificar a falta de profundidade de conhecimentos existentes nesta matéria, a nível nacional e, como me reformei logo a seguir, dediquei-me ao estudo aprofundado da climatologia para tirar dúvidas e enriquecer os meus conhecimentos».

«Depois do curso de mestrado, ao participar num fórum internacional com os maiores meteorologistas e climatologistas internacionais - com opiniões diversas e às vezes contraditórias» - adianta o investigador - «descobri os trabalhos do climatologista francês Prof. Marcel Leroux que, baseado nas observações meteorológicas confirmadas pelas dos satélites, que iniciaram a sua tarefa em 1979, demonstrou que se deveria separar as questões da poluição ambiental das da climatologia.
De facto, em 1975/76 verificou-se uma variação brusca da dinâmica do clima - como tantas outras que sucederam na história climática - que nada teve a ver com a poluição.
As ondas de calor é que dão origem à poluição e não é esta que dá origem às ondas de calor. As ondas de calor são originadas pelas altas pressões atmosféricas ao nível da superfície.»

RF - O que acaba de afirmar chegou para gerar a motivação que o levou a editar o blogue ‘Mitos Climáticos' e a mantê-lo desde 2005?

R M - «Foram colegas meus que abriram o blogue e disseram: - Agora é só escrever!.
No primeiro e no segundo ano do blogue publiquei uma espécie de tratado de climatologia moderna.
Tive algum apoio do Prof. Marcel Leroux que me aconselhou determinadas pistas para explicar as suas teorias modernas. Não posso deixar de recordar colegas e amigos que me têm ajudado especialmente na revisão dos textos pois sou o único responsável pelo conteúdo do blogue. São os leitores que me incitaram a manter o blogue. Curiosamente, os brasileiros são dos mais entusiastas com o desenvolvimento do meu trabalho. »
Se fosse possível retirar da atmosfera todos os gases antropogénicos com efeito de estufa a dinâmica do tempo e do clima continuaria a ser exactamente a mesma

RF - A terra transformou-se numa enorme lixeira - foi uma das frases que fez história. Creio mesmo que foi uma das afirmações causadoras do entusiasmo pelas questões relacionadas com o ambiente. Também lhe devemos juntar os lixos tóxicos despejados nas «lixeiras oceanográficas».
E estas questões acabaram por alimentar um alarmismo provavelmente exagerado e consequentemente uma discussão pública por vezes muito pouco racional.
Foi assim ou não? Continuamos ainda a viver esse período?

R M - «Dizer que a Terra se transformou numa enorme lixeira é uma visão distorcida da realidade.
De facto, existem abusos que devem ser contidos com legislação nacional e internacional. Mas este tema da poluição é um tema a tratar pelos ambientalistas que nunca deveriam tê-la misturado com o clima. Deste modo, dispersam meios que não conseguem alterar o rumo natural do clima e que poderiam ser aplicados a lutar contra a poluição.»
E prossegue: «A confusão que o movimento ambientalista radical promoveu prejudicou seriamente a resolução de problemas ambientais que poderiam ser resolvidos sem alarmar inutilmente a opinião pública com um não fenómeno.
Se fosse possível retirar da atmosfera todos os gases antropogénicos com efeito de estufa a dinâmica do tempo e do clima continuaria a ser exactamente a mesma como é actualmente com a existência deles.
Os gases antropogénicos não têm interferência detectável do ponto de vista climático. A sua influência é infinitamente pequena. Há fenómenos que comandam a dinâmica do clima que têm uma importância infinitamente maior, quando comparada com a dos gases antropogénicos com efeito de estufa.»

Festa - O Engº Rui Moura é claramente contra a tese do «aquecimento global». Porque razões?
E existem ou não emissões que geram o «efeito de estufa»?... Os cientistas e políticos ao abordarem estes temas estão a falar da mesma coisa? Ou existe aqui uma enorme confusão entre as duas afirmações?

R M - «A resposta anterior contempla esta nova questão.
Diz bem quando fala em tese pois é errado falar em "teoria do aquecimento global". De acordo com a teoria do conhecimento, é até mais uma ideia do que uma tese.
A tese implica um salto qualitativo em relação à ideia separando factos que se incluem na ideia de factos que se excluem. A tese seria a ideia com a inclusão dos factos que a sustentam e a exclusão dos factos que a refutam.»
E garante: «Mas nem isso foi feito... Depois da tese seria necessário realizar ensaios reais para sustentar a sua verificação.»
«Conhece algum?», interroga-se o engº Rui Moura que levanta nova questão: «Alguém conhece algum ensaio real que verifique a tese?»
E responde rapidamente: «Não existem ensaios reais de observação na Natureza da causa do efeito de estufa antropogénico sobre o clima. Pelo contrário, numa situação de onda de calor - uma observação real da Natureza - o efeito de estufa antropogénico é refutado. Se ele existisse, a pressão atmosférica baixava no local da onda de calor e arrefecia. Mas não só não baixa a pressão como não arrefece. A pressão atmosférica sobe e mantém a onda de calor. A onda de calor acaba devido a um fenómeno absolutamente natural que é o da chegada de ar anticiclónico extremamente violento que rasga o ar quente que se estabeleceu anteriormente.»

As temperaturas estão a descer
desde 2001

RF - Definitivamente os humanos não têm capacidade para alterar o clima?
Apenas o ambiente?

R M - «Exactamente.
Se tivessem capacidade de alterar o clima a nível global já imaginou quantos conflitos não surgiriam? Um queria mais frio e outro mais calor. Era uma disputa inimaginável.
Os humanos só interferem localmente quando modificam as condições de recepção solar, por exemplo, construindo estradas com alcatrão. Mas a alteração é micro local!»

RF - Dadas estas respostas porque razões andam a fazer crer que o clima está a mudar e a terra a aquecer?

R M - «É uma resposta que deveria ser dada por sociólogos, por exemplo.
Há uma convergência de interesses entre cientistas sem escrúpulos, políticos ignorantes, ambientalistas sem escrúpulos ou ignorantes, jornalistas incumpridores do código deontológico da profissão, etc.
Neste etc temos de colocar a fragilidade da ciência climatológica que não está actualmente habilitada a explicar o que se está a passar devido a conceitos ultrapassados pelo menos desde que se iniciou a observação dos satélites. Falta acrescentar que a Terra deixou de aquecer desde o início do séc. XXI.
Todas as observações, de balões, de termómetros e de satélites, mostram que as temperaturas estão a descer pelo menos desde 2001. É mais uma prova da refutação da relação causa efeito entre concentrações de dióxido de carbono e temperaturas, já que as concentrações continuaram e continuam sempre a subir. »

RF - Gostava que explicasse quais são as emissões que a queima de combustíveis fósseis, particularmente dos derivados do petróleo fazem e quais delas são as mais prejudiciais aos humanos?
R M - «Eu não sou especialista de poluição.
Esta especialidade faz parte do estudo do ambiente. Mas desde já posso afirmar que o dióxido de carbono não é um gás poluente.
A combustão dos combustíveis fósseis provoca a emissão de gases poluentes que não o CO2. Este é arrastado sem culpa no cartório. A preocupação seria a de reduzir os gases poluentes e não o dióxido de carbono. A paranóia do CO2 obscurece o caminho que deveria ser seguido.
É uma idiotice completa falar numa economia sem carbono.

Delors, tinha uma estratégia para a construção europeia e, quando tinha dúvidas, reunia os melhores.
O Engº Rui Moura trabalhou na Comissão Europeia, à época do presidente Jacques Delors.
Dedicou-se às questões energéticas endógenas, ambientais, de telecomunicações e de desenvolvimento regional e privou com ele. Conhecemos a sua convicção de que Jacques Delors foi o mais importante presidente que a Comissão Europeia teve.

RF - A que se deve o seu entusiasmo quando se fala de Delors?

R M - «Jacques Delors era um dirigente de alto nível. Tinha um rumo para a construção europeia, traçava metas, avaliava os resultados, corrigia os desvios. Estava sempre a pensar no futuro da Europa.
No mês de Janeiro de cada ano discutia com os seus colaboradores o ano respectivo. Nos 11 meses restantes pensava já nos anos vindouros.
Quando tinha dúvidas reunia com os que considerava melhores em cada matéria - sem olhar a cores políticas - e tirava conclusões que serviam para aplicar no futuro. Era capaz de passar um fim-de-semana fechado algures na Europa com peritos europeus, e não só de determinado assunto, até chegar a alguma conclusão. Se não obtivesse resultados era assunto a debater mais tarde.»
Para Rui Moura: «Jacques Delors respeitava toda a gente.
Já agora, compreendia os problemas dos países mais atrasados depois de os estudar em profundidade em colaboração com especialistas desses países e estrangeiros que conhecessem a fundo as matérias. Poderia acontecer que um francês, por hipótese, soubesse a fundo os problemas da indústria têxtil de Portugal. Pois era, com certeza, ouvido por Jacques Delors. Neste caso não se limitaria a ouvir apenas portugueses.»

Desventuras
dos ambientalistas

Conhecem-se muitas tentativas fracassadas de ambientalistas que pretendem demonstrar os efeitos do "aquecimento global".
São aventuras mediáticas com grande aparato inicial mas que, geralmente, não se sabe qual foi o final. Este artigo encontra-se no «blog» do Engº Rui Moura - "http://mitos-climaticos.blogspot.com" - e acaba por ter alguma graça porque narra dois episódios recentes demonstrativos de alguma trapalhada que se faz e que, naturalmente, custa muito dinheiro.
Para começar, recorda-se Lewis Pugh que pretendeu salvar o Mundo demonstrando que o Árctico estava a dissolver-se. Para tal, a 31 de Agosto de 2008, embarcou num caiaque para chegar ao Pólo Norte a partir da ilhota de Danskoya, no arquipélago de Svalgard.
Lewis abriu um site: "http://polardefenseproject. org/blog/" onde pretendia explicar como o Árctico estaria em extinção rápida, como dizem os media e também o guru Al Gore (que aparece no site). A aventura não durou mais do que seis dias - ida e volta - dos trinta a sessenta que estavam programados.

Foi salvo por um barco de pesca norueguês a 100 km do ponto de partida e a 1000 km do de chegada. A comunicação social que anunciou a partida com pompa e circunstância remeteu-se a um profundo silêncio com o fracasso desta aventura.
Agora foram três ambientalistas que se meteram num veleiro partindo, a 19 de Abril de 2009, de Plymouth, Reino Unido, para chegar à Gronelândia. Como ambientalistas coerentes, o veleiro deles, de nome Fleur, era alimentado apenas por energia eólica e solar. A expedição integrava-se nas Carbon Neutral Expeditions. Só que os ventos deram cabo do gerador eólico e dos painéis solares. Conforme relata o Guardian "http://www. guardian.co.uk/uk/2009/may/05/polar-expedition-yacht-rescue", acabaram por ser salvos pela tripulação de um petroleiro de 113 mil toneladas que se dirigia para os EUA.
Um dos ambientalistas da viagem livre-de-carbono afirmou que "the team are now safely and ironically aboard the oil tanker Overseas Yellowstone. The ship's captain and crew are being fantastic hosts. We are due to be in port in Portland Maine USA towards the end of next week. The CNE team would like to give heartfelt thanks to Falmouth and Irish coastguards for their professionalism in the rescue operation."
Estes salvadores do planeta foram imprudentes, mas aprenderam que os hidrocarbonetos têm sido indispensáveis para ajudar o ser humano a sobreviver.

Actualizado em Segunda, 03 Agosto 2009 11:40
 

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