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Kássio, um jovem cantor com um visual algo fora do comum, e que já lhe valeu a comparação a António Variações, está a lançar o seu quarto disco, "Sonha, Sorri". Um bom presente para colocar no sapatinho.
“É um enorme elogio ser comparado com Variações”
Revista Festa - Está a promover o seu mais recente trabalho, "Sonha, Sorri". O que podemos esperar deste disco? Kássio - Este disco demorou dois anos a estar concluído porque a exigência imposta pelos Produtores era muita, mas acabou por ser positivo porque aprendi imenso. Durante a preparação para este disco voltei a ter aulas de canto durante 2 meses em estúdio, onde me rodeei de excelentes profissionais e onde mudei o meu estilo musical. Man-tive a imagem dos trabalhos anteriores mas com alguns adereços diferentes. Não me arrependo de todo o desgaste físico que tive, das noites inteiras a gravar, pois tudo isto fez com que o produto final resultasse num trabalho com qualidade. "Sonha, Sorri" foi editado recentemente através da editora CVLMUSIC e é sem dúvida, até agora, o melhor trabalho da minha carreira.
R. F. - Qual é a mensagem fundamental do trabalho? K - A mensagem fundamental deste Disco é dar a conhecer ao público tudo o que tenho lutado neste mundo das cantigas, daí o título "Sonha, Sorri".
R. F. - Trata-se do seu quarto disco, quer falar-nos um pouco dos anteriores? K - Os outros discos foram experiências que me marcaram, digamos que foi o amadurecimento para a realização deste.
R. F. - Quais são as grandes diferenças? K - A maior diferença é, sem dúvida, a forma como estou a cantar neste disco e também a qualidade sonora, não existe comparação possível com os anteriores.
R. F. - Quem é Kássio, o artista, com um visual arrojado? K - Para quem não me conhece, sou um jovem cantor com um visual diferente, mostrando assim interesse no público que cada vez mais se interessa pela forma especial como interpreto as minhas músicas.
R. F. - E a pessoa por detrás do artista, nos seus tempos livres, no seu dia-a-dia? K - Sou um lutador, sou humilde, sem manias de vedetismo e uma pessoa com muita fé. Vou ao cinema, sou Animador Sociocultural / Assistente de Geriatria, trabalho com idosos, um trabalho muito gratificante.
R. F. - Deixou a sua terra (Tavira) para morar em Lisboa e dedicar-se de corpo e alma à música. Como foi este mudar de vida? Valeu a pena? K - Confesso que sofri um pouco com a minha vinda para Lisboa. Pensei que tudo seria mais fácil mas deparei-me com muita inveja e maldade, pois aqui estão todos ou quase todos com os mesmos sonhos que eu e não foi fácil. Mas hoje posso dizer que Kássio Sonha, Sorri.
R. F. - Tem sido comparado com António Variações, o que pensa dessa associação? K - Para mim é um enorme elogio. De facto, quando participei num programa de TV, abordaram-me dizendo que lhes fazia lembrar o António Variações, pelo meu visual. A partir daí a imprensa e o público apelidaram-me com a seguinte descrição: Kássio, um jovem cantor a lembrar António Variações. Identifico-me bastante com a imagem do Varia-ções, apesar de achar que ele ainda era mais ousado que eu, principalmente porque era uma época mais conservadora.
R. F. - Ao nível musical, quem são as suas influências? K - Sem dúvida António Variações e Dulce Pontes.
A imagem num artista é muito importante
R. F. - Tem realizado vários espectáculos, não só em Portugal. Pensa que o público na-cional já tem a capacidade de ouvir e entender música que pode ser considerada à frente na sua época (refiro-me, por exemplo ao caso de António Variações, que é mais reconhecido hoje, do que no seu tempo)? K - Sim, penso que as pessoas já começam a gostar de estilos musicais diferentes e, no meu caso, o facto de me compararem ao António Variações por vezes é positivo, pois entendem a minha música e imagem.
R. F. - Acha que esse é o seu caso ou hoje a música é mesmo uma linguagem uni-versal ao alcance de todos? K - Sim, posso dizer que é o meu caso, mas ainda existe o público que não entende a minha imagem e que, por vezes, ainda se choca, talvez por ter uma mente muito pouco aberta. Mas o meu público gosta de me ver assim. Já me aconteceu fazer um espectáculo com uma roupa mais "normal" e o público questionar o porquê de não ter usado a minha imagem de marca que é o lenço e as minhas peças únicas, uma vez que sou eu que faço os adereços da minha roupa. A imagem num artista é muito importante.
R. F. - Depois deste disco, já tem mais projectos na manga? K - Tenho alguns projectos que, se tudo correr bem, brevemente vão ficar a saber. Mas, para já, não poderei adiantar mais.
R. F. - Estando nós a viver a época natalícia, qual seria o presente que mais gostaria de receber? E de dar? K - De receber...gostaria de continuar a ter saúde e que estes meus projectos se realizassem. De dar... dou sempre muita amizade aos meus amigos e claro, uns presentinhos no Natal, mas ainda tenho que ir ver nas lojas (risos). |